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Cara, a escrita é muito ordinária!

  • Foto do escritor: Benjamin
    Benjamin
  • 16 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Foi uma das frases que ficaram pulsando na minha cabeça enquanto passeava pela bienal desse ano. Estava andando com minha mãe e sobrinha quando olho para o lado e vejo uma placa: Mostre uma foto do seu gato e ganhe um brinde. Eu pensei "O QUE?" Fui correndo em direção atrás do meu brinde.


Cheguei na pessoa com a caixa e os brindes dentro. Ela estava sentada no chão do Riocentro, junto com várias outras pessoas. Nem consegui dizer oi e matraquei se "pode ser essa foto aqui?", mostrando imediatamente a foto do fundo de tela do meu celular, com o Bentinho e Pitu agarradinhos.


"Claro! Toma seu brinde", e começou a falar de seu livro, que é sobre um gatinho que foi resgatado da rua e apesar de sua resistência inicial, foi percebendo como é bom ser cuidado, receber comida e carinho. Conversamos mais um pouco, perguntei sobre os locais de venda do livro e fui embora com meu adesivo de Alerta Gatinho, o livro da Marina Feijó (@marina.feijoo).


Sabe, a escrita é tão ordinária, ela é tão parte da gente... E tantas vezes, por mil motivos, a gente simplesmente não deixa ela acontecer. Ou deixa acontecer e vai adiando a partilha, como se ela estivesse lá, num pedestal de ouro inacessível e inalcançável.


Ultimamente tenho resistido à escrita, porque sinceramente, acho que não há nada mais a ser dito, já está tudo dito. A sensação constante é de que todas as palavras do mundo já foram escritas, mas acontece que elas continuam insistindo em vir. Então acho que desdobrá-las em outros lugares que não minha mente, corpo, coração, cadernos e diários vem como um movimento de fazer as pazes comigo mesmo. Me permitir o erro de ser eu mesmo.


Acho que é só por isso que estou abrindo esse portal. Escrevo aqui porque eu sinto que talvez assim eu pare um pouco de me trair, pare de me esconder. Um desejo de ser um pouco mais fiel a mim, quem sabe...


Me deixar acontecer pra além de mim, cuidar do meu ego, encarar meus medos. Deixar a ordinária da escrita tomar o seu lugar, afinal de contas.


 
 
 

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2 comentários


flaviacecimarques
17 de ago. de 2025

Que coisa mais maravilhosa.

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Amanda Sampaio
Amanda Sampaio
17 de ago. de 2025

fui eu quem pediu esse blog!!!! ansiosa pra ler tudo

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